A saga de Emmanuel chega aos cinemas em 202
Por Eliana Haddad
O cinema brasileiro se prepara para apresentar uma cinebiografia diferente, que vai trazer mais de dois milênios da experiência de um espírito. Dirigido por Wagner de Assis (Nosso Lar e Kardec), o filme Emmanuel vai mergulhar na trajetória do mentor espiritual de Chico Xavier, desde a Roma Imperial até o seu trabalho na cidade de Uberaba, MG, junto ao médium mineiro. A obra tem a coprodução da Universal Pictures, apoio da FEB Cinema e distribuição da Imagem Filmes.
Passando por locações no Rio de Janeiro, Petrópolis e Roma, as filmagens foram concluídas no final de dezembro, iniciando agora a equipe da Cinética Filmes no trabalho de pós-produção do longa, que contará também com cenários virtuais de painéis de LED e ajuda de inteligência artificial para recriar cenários históricos de diferentes épocas, como a Galileia na época de Jesus ou o Brasil Colonial do século 16, dentro de um estúdio no Rio de Janeiro.
O roteiro baseia-se nas obras psicografadas por Chico Xavier (Há 2.000 anos; 50 anos depois; Ave, Cristo e Renúncia) e reúne um elenco de destaque. Edson Celulari, Marcelo Serrado, Leonardo Medeiros, Rafael Infante, Guilherme Magon e Mouhamed Harfouch interpretam Emmanuel em suas diversas encarnações. Juliana Paiva tem papel central na trama como Lívia, o grande amor do senador romano Publius. Caco Ciocler, Maria Eduarda de Carvalho, Emílio Orciollo Netto e Natallia Rodrigues também integram o elenco.
O diretor Wagner de Assis pesquisa a história de Emmanuel há tempos e sempre esteve em seu radar o desafio de poder mostrar no cinema essas diferentes vidas de uma mesma pessoa, retratando seu processo de evolução, suas quedas e conquistas.
“O trabalho exige bastante cuidado”, assinala Wagner de Assis, que vem provando a cada lançamento que filmes de temática espiritualista levam milhões de espectadores ao cinema. “O mais desafiador é o fato de a gente estar lidando com a ideia da reencarnação e usando uma vestimenta carnal, material, para cada vida, e fazer o público entender que é a mesma pessoa, ou seja, narrar as vidas que esse espírito teve, as que a gente escolheu, e ao mesmo tempo alinhavar tudo numa única história. São várias histórias dentro de uma só. Esse certamente é o maior desafio desse filme, além de toda a reconstrução de épocas distintas: desde a Roma muito antiga, passando por Itália na época do Vaticano e Brasil”, comenta o diretor e produtor, que diz estar muito confiante de ser uma grande história nas telas. “Vai ser emocionante todas as pessoas verem a jornada de uma alma, através de tantas vidas, se reerguendo de uma forma tão bonita como a do Emmanuel”, complementa.
O filme destaca a longa transição de um espírito orgulhoso da época de Jesus para um mentor espiritual que acompanhou a trajetória do médium Chico Xavier (1910-2002). Passou pela vaidade, pelos dogmas do catolicismo e, depois, no espiritismo, deixou uma obra de interpretação do Evangelho à luz da reencarnação como chave para a compreensão da justiça divina.
Ele escreveu comentários profundos sobre quase todos os versículos do Novo Testamento e, através de seus romances históricos, uma visão única sobre a história da humanidade sob a perspectiva espiritual.